A cidade
que mudou de casa
Em 1991 moravam 20 135 pessoas no centro de Coimbra, as freguesias da Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu. Em 2021 eram 13 880, menos 31 %. No mesmo tempo, Santo António dos Olivais ganhou 5138 residentes e Eiras e São Paulo de Frades, 3356. O concelho tem hoje 44 % mais alojamentos do que em 1991 para quase a mesma gente: 2,4 pessoas por alojamento então, 1,7 agora. Mude de Censo e veja os quarteirões subir e descer.
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casas que desaparecem sem explicação
A altura é a densidade (residentes por hectare) no Censo em vista; o volume, o total. A tracejado, as freguesias.
Em 2021, o concelho tinha 140 816 residentes e 82 004 alojamentos: 1,7 pessoas por alojamento. Desde 1991, mais 1 % de gente e mais 44 % de alojamentos.
Toque num bloco do mapa para ver a curva desse sítio de 1991 a 2021. No centro, cada bloco é um quarteirão; no campo, um lugar ou vários.
Perderam
Ganharam
Residentes, 1991 → 2021. Só sítios com pelo menos 50 residentes num dos dois anos.
Freguesia a freguesia
As dezoito de hoje, da que mais perdeu à que mais ganhou. Em cada uma, os residentes (a cheio) e os alojamentos (tracejado) nos quatro Censos.
O que conta, e o que não
- Os Censos
- Residentes e alojamentos de 1991, 2001, 2011 e 2021, contados pelo INE em cada subsecção estatística. Entre dois Censos não há número: o mapa desliza de um para o outro, mas o que se escreve é sempre um Censo.
- Um sítio, quatro cartas
- As subsecções mudam de Censo para Censo (1122, 2352, 2514, 1848). Juntam-se até o contorno ser o mesmo nos quatro anos, e ficam 432 sítios. No centro, metade tem menos de 1,6 ha, um quarteirão; no campo, um sítio pode juntar vários lugares, e o maior tem 46 km². Cada número é uma soma de contagens do INE: nunca se reparte gente por área.
- As cores
- Quantos residentes (ou alojamentos) por hectare a mais ou a menos de 1991 para 2021, em sete classes. Por hectare, e não em percentagem, para que um lugar de cinquenta pessoas que passou a oitenta não pese o mesmo que um bairro que ganhou três mil. A altura dos volumes é a densidade no Censo em vista.
- Como se juntam
- De 1991 para 2001, pela correspondência que o próprio INE publica: a carta de 1991 que hoje distribui é a de 2001, com os números de 1991 arrumados por ela, e somam 138 890 residentes. De 2001 para 2011 e de 2011 para 2021, por sobreposição: duas subsecções ficam juntas quando partilham pelo menos um quinto da mais pequena. Abaixo disso é diferença de desenho entre cartas.
- Casas que desaparecem
- Em 12 sítios os alojamentos caem para menos de 60 % de um Censo para o seguinte, quase sempre entre 1991 e 2001. Pode ser demolição ou a correspondência entre cartas: a BGRI não diz qual. Os números ficam como o INE os dá, mas a cinzento no mapa; o cartão do sítio avisa, e esses sítios não entram nas listas de quem mais perdeu e ganhou.
- Alojamentos
- Todos os que o INE conta na subsecção, ocupados ou não. As pessoas por alojamento dividem os residentes por esse total: não são o tamanho das famílias, e descem também quando há mais casas vazias ou de férias.
- Freguesias
- As dezoito de hoje. Cada subsecção de cada Censo conta na freguesia onde cai o seu centro; os totais de 2011 e de 2021 são os do Território.
- Os nomes
- Na cidade, as ruas que mais atravessam o quarteirão; no campo, os lugares dos Censos de 2011.
- Alojamento local
- Só nos sítios do centro, e pela secção estatística inteira, como na página do alojamento local: registos em vigor a 1 de outubro de 2026, que nada dizem sobre 1991.
- Fora do mapa
- Os edifícios (em 2011 e 2021 só os clássicos, antes todos), as famílias (em 2021 passaram a agregados domésticos), as idades (só há em 2011 e 2021) e a população presente (não há em 2021).