A casa
da cidade
A Câmara Municipal de Coimbra tem onze lugares. Nas eleições de 12 de Outubro de 2025, a lista PS.L.PAN elegeu cinco, a lista PPD/PSD.CDS-PP.IL.NC.PPM.VP.MPT elegeu cinco e a lista CH elegeu um. Preside Ana Abrunhosa, que encabeçou a lista mais votada.
Sempre de volta à torre
Durante cinco séculos, cada vez que ficou sem casa, a câmara voltou à Torre de Almedina. Só em 1836, extintas as ordens religiosas, se instalou no Mosteiro de Santa Cruz — onde ainda está.
Documento regulador do concelho.
Documento regulador do concelho.
O foral de D. Afonso Henriques.
D. Manuel actualiza-o a 4 de Agosto: regras, impostos, taxas, privilégios e penas.
O documento mais antigo do arquivo municipal. Uma sentença do tempo de D. Dinis manda o alcaide de Coimbra devolver ao Mosteiro de Santa Cruz a dízima que lhe cobrara, “atendendo ao Costume de Coimbra sobre que foram perguntados os alvazis e homens bons”. Arquivo Histórico Municipal
O foral de D. Manuel confirmou direitos e deveres dos documentos anteriores do concelho, de 1085, 1111 e 1179. Câmara Municipal de Coimbra, 2017
Onde reunia
Ao pé da Sé
A primeira casa de que há notícia é um edifício muito próximo da fachada poente da Sé Velha.
Junto à Sé VelhaC. Santarém Andrade, “História dos Paços Municipais”, Câmara Municipal de Coimbra (sítio do município; cópia de 2016 no Arquivo.pt).Os Paços do Concelho, 1876–1881
A ala do mosteiro que a câmara ocupava desde 1836 não chegava para ela, para o tribunal e para as repartições. Em 1876 decidiu-se deitá-la abaixo e fazer um edifício de raiz, virado à Praça 8 de Maio — o nome lembra a entrada das tropas liberais em Coimbra, em 1834.
- Agosto de 1876
- Sendo presidente Lourenço de Almeida Azevedo, começa a demolição da parte do mosteiro. O Conimbricense, de Joaquim Martins de Carvalho, ataca a decisão, pelo mosteiro e pelos empréstimos; a Correspondência de Coimbra defende-a.
- Projecto
- De Alexandre da Conceição, engenheiro da câmara. A obra custa vidas e muda a largura das janelas da fachada.
- Abril de 1879
- Sobe ao frontão o brasão da cidade, feito em Lisboa pelo canteiro Joaquim Castelo. Estava invertido, e assim ficou.
- Alcunha
- Com o corpo do meio mais alto do que os lados, houve quem lhe chamasse os “paços-celeiro” ou a “burra dos ceirões”.
- 1 de Dezembro de 1879
- A frontaria é iluminada a gás.
- 25 de Abril de 1881
- Inaugura-se o tribunal no rés-do-chão, na esquina da Praça 8 de Maio; o tecto de abobadilhas pintadas ainda lá está.
- 11 de Agosto de 1919
- Inaugura-se no Salão Nobre o busto da República, de João Machado. Hoje está na escadaria.
- Junho de 1933
- O tribunal sai para o Palácio da Justiça, na Rua da Sofia.
- 23 de Abril de 1942
- Um incêndio junto à repartição de obras estraga serviços e telhados.
Catorze eleições, sete presidentes
Preside à câmara quem encabeça a lista mais votada. Desde as primeiras eleições livres, em 12 de Dezembro de 1976, a presidência mudou de força política oito vezes.
- 1976Maria J. P. Mendes AbreuPS
- 1979António M. Santos MoreiraAD
- 1982Fernando L. Mendes SilvaPS
- 1985António M. Santos MoreiraPSD
- 1989Manuel A Soares MachadoPS
- 1993Manuel Augusto Soares MachadoPS
- 1997Manuel Augusto Soares MachadoPS
- 2001Carlos Manuel de Sousa EncarnaçãoPPD/PSD-CDS-PP-PPM
- 2005Carlos Manuel de Sousa EncarnaçãoPPD/PSD-CDS-PP-PPM
- 2009Carlos Manuel de Sousa EncarnaçãoPPD/PSD.CDS-PP.PPM
- 2013Manuel Augusto Soares MachadoPS
- 2017Manuel Augusto Soares MachadoPS
- 2021José Manuel Monteiro de Carvalho e SilvaPPD/PSD.CDS-PP.NC.PPM.A.RIR.VP
- 2025Ana Maria Pereira Abrunhosa Trigueiros de AragãoPS.L.PAN
Como votou o concelho, 2001–2025
Cada barra são os eleitores inscritos. A participação foi mais alta em 2001 (60,2%) e mais baixa em 2013 (49,4%).
Freguesia a freguesia
Em 2025, a lista PS.L.PAN foi a mais votada em quinze das dezoito freguesias e a PPD/PSD.CDS-PP.IL.NC.PPM.VP.MPT em três. Até 2009 o concelho tinha 31 freguesias; em 2013 juntaram-se em uniões.
De onde vem, para onde vai
Em 2024 a câmara cobrou 144,1 milhões de euros e pagou 148,0 milhões de euros; em 2004 tinham sido 82,5 M€ e 80,7 M€. Os impostos e as taxas deram 42% da receita de 2024. Valores do ano, sem descontar a inflação.
de contas (SNC-AP)
Os impostos da câmara
O IMI rendeu 25,5 M€ em 2024. O IMT, que se paga quando se compra casa, passou de 11,6 M€ em 2020 para 20,6 M€ em 2024.
A dívida e o limite
Em 2024 a dívida que conta para o limite legal era de 33,3 M€, 19% do limite. Em 2014 era de 71,3 M€, 58%.
Quanto demora a pagar
A 31 de Dezembro de 2025, o prazo médio de pagamento da câmara aos fornecedores era de 41 dias. Um ano antes, era de 61.
4023 contratos
Desde 2012 o Município de Coimbra registou no Portal BASE 4023 contratos, no valor de 505 milhões de euros. Em 2025, 43% dos contratos foram ajustes directos, e valiam 9% do dinheiro contratado.
O que se compra, 2012–2025
- ObrasCPV 45, 44190,0 M€42% · 540 contratos
- Combustíveis e energiaCPV 09, 6562,9 M€14% · 72 contratos
- Refeições e alimentaçãoCPV 55, 1552,0 M€11% · 150 contratos
- Resíduos, limpeza e espaços verdesCPV 90, 7743,9 M€10% · 163 contratos
- Serviços técnicos e às empresasCPV 79, 98, 75, 66, 7030,2 M€7% · 502 contratos
- Informática e comunicaçõesCPV 30, 32, 48, 64, 7220,9 M€5% · 350 contratos
- Outros15,7 M€3% · 627 contratos
- Veículos e transportesCPV 34, 60, 6315,1 M€3% · 345 contratos
- Cultura, desporto e lazerCPV 92, 37, 2214,0 M€3% · 626 contratos
- Projectos, estudos e fiscalizaçãoCPV 71, 739,3 M€2% · 252 contratos
- Reparação e manutençãoCPV 502,9 M€1% · 156 contratos
Os maiores contratos
- 35,7 M€
- 17,5 M€
- 13,6 M€
- 11,8 M€
- 10,2 M€
- 10,0 M€
- 9,8 M€
- 9,7 M€
- 9,4 M€
- 8,9 M€
- 7,8 M€
- 7,5 M€