Programação Associada
Exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)
Úlulu quer dizer placenta em forro ou lúngwa santomé. Segundo um ritual antigo da cultura são-tomense, o úlulu é plantado, juntamente com o cordão umbilical, no grande quintal da família. Assim, segundo as gerações mais antigas, as crianças crescem e viajam pelo mundo mas sabem sempre regressar à terra onde nascem.
Nesta performance, três criaturas-criadoras evocam a música, o movimento, a poesia e a paisagem na busca de cordões de transmissão e nutrição, enquanto especulam e repetem rituais para harmonizar colapso e regeneração, e levantar questões: e se pertencer a geografias não-humanas for uma solução face à extinção que se avizinha? Como fazê-lo sem desperdiçar a memória de rituais úteis para essa transmutação? Onde deixar pistas para uma eventual fuga em direção ao retorno?
Ficha Artística/Técnica
Direção artística e criação: Raquel Lima
Interpretação: Maria Palmira Joaquim, Okan Kayma, Raquel Lima
Cenografia: Eneida Tavares
Desenho de luz: Lui L’Abbate
Figurinos: Neusa Trovoada
Sonoplastia e composição original: Okan Kayma
Vídeo / filmagens: Sara Morais
Movimento: Lucília Raimundo
Consultora de cosmovisão indígena: Tobi Ayé
Vozes: Ana Maria Semedo, Elcínia Dias, Eliane Borges, Eneida Tavares, Ernestina Miranda, Marilene de Andrade, Tobi Ayé
Olhar externo: Dori Nigro
Produção: Nilce Vicente Carvalho
Administração: Associação Dancer 's Up
Coprodução: Teatro do Bairro Alto, Teatro Municipal do Porto / FITEI
Coprodução em residência: OSSO, Alkantara, O Espaço do Tempo
Apoio: República Portuguesa – Cultura / DGARTES – Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa / Polo Cultural das Gaivotas, Culturgest, Rural Vivo, Santos & Monteiro
Fotografia: Pedro Jafuno
Apoio aos ensaios de reposição: Bonifrates